terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Até quando a violência vai ficar no comando?


Manaus já não é a mesma. Congestionamentos, assassinatos, sequestros.... O que não víamos na cidade há 10 anos hoje são uma constante em nossas vidas e no noticiário.
Mas tem uma coisa que ainda não mudou. A mentalidade do manauara. Que por vezes acha que ainda mora naquela capital/província onde os problemas da cidade grande ainda não existiam.
Ao ler o jornal ontem, a notícia de que uma mulher teve o carro roubado, com a filha dentro e dormindo no banco traseiro, após tentar ajudar dois homens que simularam estar com o carro enguiçado em uma avenida da cidade. Será que ela pensou que só porque era noite de Natal os bandidos estariam em casa, celebrando com as famílias???
Ainda na véspera do Natal uma criança de 5 anos foi estuprada e assassinada em uma rua perto de casa.
Hoje, um atleta e professor de jiu-jitsu foi assassinado na porta de casa por um grupo de adolescentes que, supostamente, queriam roubar o veículo que ele se encontrava.
Semana passada foi o sequestro do empresário onde exigiram um resgate milionário. E a todo momento é a mesma coisa. A violência cresce assim como cresce a impotência do poder
público em combater a criminalidade.
O que se pode fazer? Se a polícia prende, o juiz manda soltar. Se a polícia mata, os direitos humanos vêm pra cima como se tivessem matado um pai de família.
O fim para tudo isso vai acabar na própria violência. Vai chegar o momento que a sociedade, cansada de sofrer na mãos dos bandidos, vai começar a fazer justiça com as próprias mãos.
Quantos já não andam armados por aí? Quantos já não ajudaram a linchar um pilantra que deu o azar de ser pego pela população antes da polícia?
Pelo visto a violência não vai sair do comando nunca... pois já dizia o capitão Nascimento em Tropa de Elite: "O sistema é f*#@, parceiro".

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!!


(8) Então é Natal... e o que vc fez?? (8) ao ouvir este trecho da canção, faço uma reflexão sobre 2011. O que eu fiz??? e nesse balanço da vida vejo que tentei dar o meu melhor a todos, seja no lado pessoal, seja no profissional. Fiz algumas pessoas chorar, fiz muitas pessoas sorrirem. Talvez tenha feito algumas inimizades, sem duvida, fiz muitas amizades!!!
Pessoas que passaram e vão permanecer pra sempre, registradas na história da minha vida. Algumas me acompanharam bem de perto, outros, à distância. Sejam nos momentos tristes ou nos momentos alegres. Outros me incentivaram quando pensei em desistir. Outros enxugaram as lagrimas que teimavam em cair....
Não vou marcá-los aqui, sob pena de cometer injustiças e esquecer de alguém, mas dentro desse rol, registro meus ex-alunos da Fundação Rede Amazônica, meus alunos da Nilton Lins, da Faculdade Boas Novas, meus amigos da SEMCOM, meus amigos de profissão, da Grande Família por mais um ano juntos, meus amigos de longa data, meus amigos virtuais....
Que neste Natal façamos todos uma reflexão. Estamos próximos de mais um final de ano. O que poderei fazer em 2012 para tornar esse mundo melhor? Mais humano?
Ainda não tenho a resposta do que farei, mas tenho certeza que com a companhia de vcs, a jornada será mais fácil!!!!!
Amo a todos!!!
Feliz Natal!!!!!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cadê as cartinhas de Natal???


Alguém já parou pra contar quantas mensagens de Natal recebeu no e-mail este mês??? Eu já. Exatamente 32 mensagens natalinas.
Dos mais diversos tipos. De familiares, dos amigos, de empresas, de órgãos públicos e até de um site que acessei uma vez e depois nunca mais entrei. Mas ao ler essas mensagens, de repente me toquei de como era legal, ainda quando criança, abrir a caixa do correio, ver um monte de cartinhas, as mensagens escritas à mão...
Depois, todas elas iam parar na árvore de Natal, como um enfeite. Quanto mais cartas, mais a certeza de que aqueles que nos amam não haviam nos esquecido.
E ir às lojas pra comprar os cartões então? Era tão legal passar horas escolhendo o cartão que combinasse com cada destinatário. Escrever as mensagens, envelopar, enviar....
Tempos que ficaram para trás. Sensações que minha filha e toda essa geração de crianças nunca vão sentir. Esse é um novo mundo. Mais avançado é verdade, mas também mais frio...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Difícil Arte de Perguntar...


Alguém já parou pra pensar qual a maior ferramenta do jornalista? Alguns poderão responder que é a credibilidade. Outros estudiosos irão dizer que é a criatividade.
Para uns mais leigos, a resposta será: o papel e a caneta. Qual a resposta certa? Pra mim é a curiosidade. Jornalista que não é curioso, não é jornalista. Ser jornalista é muito mais que chegar na pauta, fazer uma pergunta e ir embora. É preciso pesquisar. É preciso procurar. É preciso ler. Acho que a maior vergonha para o jornalista é estar em uma pauta que ele não tem a menor noção do que está falando... Em casos assim, o mico é certo... É cada pergunta bomba que o próprio entrevistado fica com vergonha... O engraçado é que tenho uma filha de 4 anos. Ela está no auge da curiosidade. E vive perguntando... Pq o céu é azul? Pq o sol é quente? Como os peixes respiram embaixo d'água? Questionamentos que toda criança em algum momento da vida, acaba fazendo. E às vezes, na externa, quando vejo uma pergunta lesa, eu lembro da minha filha e me pergunto: pq perdemos a curiosidade da infância??? Aonde foram parar aquelas perguntas que modificavam o nosso mundo??? Hj, muitos jornalistas, perguntam por perguntar. Pra não ficar feio diante de outros colegas. Aí saem pérolas como essas: Matéria de velório, mãe chora sobre o caixão do filho e o repórter pergunta: como vc está se sentindo? Ela deveria responder: estou feliz, finalmente esse traste morreu... Outra situação: antes de começar uma
partida de futebol. Repórter em campo com o jogador: E aí, qual a expectativa pro jogo? Até imagino o Romário respondendo: É pexe, a gente treinou firme pra poder perder o jogo, afinal a partida não tem importância e eu quero sair logo daqui pra pegar umas cachorra lá na praia. Aí, depois da vitória, o repórter ainda pergunta: E aí Romário, feliz com a vitória???? Não pexe, a gente treinou tanto pra perder. Sair com a vitória deixou o time decepcionado...
É pessoal, fazer uma pergunta inteligente é difícil. Demanda tempo, pesquisa, conhecimento do assunto. Parece uma paradoxo, mas no jornalismo, é se preparando que a gente aprende a perguntar...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando o jornalismo sobe à cabeça

Sou recente na profissão. Apenas seis anos de exercício. E desde os tempos de faculdade, sempre procurei me inspirar em grandes jornalistas e profissionais da imprensa.
Conhecer a saga de Phelippe Daou e Milton de Magalhães Cordeiro para fundar a TV Amazonas, O Calderaro com a TV A Crítica sempre foi fascinante. Ver algns profissionais atuando na rua,
também colaborou com o meu aperfeiçoamento profissional. Jornalistas como Arnoldo Santos, Yano Sérgio e Cristóvão Nonato pra mim, dentro da televisão, eram o espelho a ser seguido.
E quis Deus que eu tivesse a oportunidade de trabalhar com os três. Oportunidade de ver que além de excelentes profissionais, são excelentes pessoas. Amigos mesmo!!!
Mas hoje, infelizmente, o jornalismo já não é mais assim. A maioria procura o sucesso fácil, a grana fácil, o reconhecimento fácil. Ninguém mais quer "fazer" o jornalismo mesmo.
Querem mesmo é a FAMA. Como se a função do jornalista fosse virar celebridade. Quando eu era pequeno, todos queriam ser médicos, advogados, engenheiros. Hoje, todos querem aparecer na TV. E o jornalismo se tornou o caminho mais fácil.
Como resultado, nós temos uma porção de pessoas trabalhando na área, mas sem nenhum comprometimento com a profissão, com a notícia, com o telespectador.
Nas externas, aquela boa camaradagem que existia entre os repórteres, aos poucos vai sumindo. Quando comecei, antes da coletiva o papo corria solto. Hoje, tem reporter que chega ao local, entra, faz a materia e não dá nem bom dia.
Muitas estrelas brilhando na terra, que pisam no chão apenas porque não sabem voar.
O duro é saber que essas "estrelas" ainda vão brilhar por muito tempo e influenciar negativamente a geração que ainda vai entrar no mercado.
A mim, resta curtir os bons momentos que ainda existem. A amizades que foram construidas e solidificadas ao decorrer do tempo e contribuir, da forma que posso pra manter os futuros profissionais com os pés no chão.
"Acorda Alice!!! Esse texto poderia ser pra qualquer um... esse texto pode ser pra vc!!!"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tristes histórias de quem migrou para o jornalismo sem diploma (e já se arrependeu)

Hoje recebi um e-mail muito interessante sobre um texto postado no blog Desilusões Perdidas, do jornalista Duda Rangel, então resolvi compartilha-lo com vcs!!!


O pior é que é verdade!!! rsrsrsrs



Sou modelo e meu sonho sempre foi ser famosa. Todo ano me inscrevo para a seleção do Big Brother e já ganhei o concurso Miss Festa da Jabuticaba lá na minha cidade. Quando soube que não precisava mais de diploma para ser jornalista, vibrei: “Chegou a minha vez”. Pedi o registro no Ministério do Trabalho, botei minha minissaia e fui pra capital atrás de uma chance na televisão. E não é que eu arrumei um emprego? Só que até agora nada de fama. O máximo que faço é redigir notas cobertas. Que ironia, logo eu que sempre gostei de me despir! Se isso é ser jornalista, então eu tô fora! Quero ter um programa só meu pra apresentar, ser reconhecida nas ruas. Odeio escrever notinha. Prefiro concentrar minhas energias no concurso Garota Festa do Milho Verde 2011 que tá logo aí.
(Suellen Adriely – Sabará/MG)


A medicina foi a maior decepção da minha vida. Muito trabalho para pouco retorno financeiro. Vocês sabem quanto estes vermes dos planos de saúde pagam por uma consulta? Uma merreca! Você trabalha praticamente de graça aqui no Brasil. É mais vantajoso fazer trabalho voluntário na África. Foi quando resolvi mudar de profissão. Como sempre gostei de escrever, descolei um emprego como repórter em um jornal diário. A desgraça é que nada mudou! Plantões intermináveis, celular que toca no fim de semana e uma miséria no fim do mês. Para ser sincero, acho que até piorou. Não consigo sequer decifrar minha letra no bloquinho de anotações. Antes, isso era um problema dos meus pacientes.
(Mário Sérgio Ponzio – Guarulhos/SP)


Só depois de me formar, em Antropologia, descobri que o mercado de trabalho estava saturado. Todo antropólogo quer viver em alguma tribo indígena, mas o problema é que tem pouca tribo para muito profissional. A solução foi buscar oportunidade em outra área. Por que não o jornalismo? Nem precisa mais de diploma. A idéia da diversidade humana de uma redação também me seduziu. Mas quem disse que arrumo emprego como jornalista? Arrumo nada. Acho que no Brasil tem menos redação do que tribo de índio. Fugi de uma roubada e caí em outra. Um amigo publicitário, que também sofre com a saturação dos mercados, me disse que o lance agora é a construção civil. Com o boom imobiliário, tá sobrando vaga de pedreiro. “Vamos bater laje, Dionísio!” Sou fraco fisicamente, mas até que gosto da idéia da diversidade humana de um canteiro de obras.
(Dionísio Cardoso – São Paulo/ SP)


Quem quiser conhecer o blog Desilusões Perdidas, segue o link


terça-feira, 5 de julho de 2011

Será que a culpa é só do jornalista???

Desde ontem que um dos assuntos mais comentados da internet tem sido o texto do "jornalista" Eugênio Santana para o Jornal da Manhã, de Goiânia. Se vc ainda não leu, abaixo tem o link, basta clicar e ir para o final da página.

http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110630&p=16

No primeiro momento, o sentimento foi o de revolta, acho que igual a todos. Quem esse carinha pensa que é, pra vir pra cá e sair daqui falando mal? Amazonense racista? Famigerado Rio Negro? Fui até o dicionário pra ver se não havia aprendido o significado da palavra famigerado errado. Mas bem, durante toda a tarde vi as mensagens de repúdio, publicaram o telefone do cara, eu mesmo postei no twitter: como ele havia conhecido o Aleixo, se trabalhava quase 24h por dia??? Será que foi procurar um traveco na SEFAZ e levou um fora?
Mas depois percebi que ele não era o principal culpado. Pessoas com esse tipo de pensamento pequeno, existem aos montes por aí, sempre falando mal de Manaus, do Amazonas e do povo. Típico de quem se acha uma raça superior, que vem pra cá ganhar dinheiro e depois sai falando abobrinha. Até aqui mesmo entre os manauenses... quem nunca ouviu alguém se queixando de mil e uma coisas como o calor infernal, do povo mal-educado, da sujeira na rua... o fato da revolta é ter sido alguém de fora falar. É que nem aquele comercial de tv,veiculado durante a copa. Brasileiros no bar, falando dos problemas do país, mas quando o argentino se mete e concorda, os caras ficam com raiva.
Não tô defendendo o cara, pra mim, é um tipo de pessoa que envergonha a classe dos jornalistas, que promove a xenofobia e ainda por cima calunia uma cidade e seu povo. Mas, na minha opinião, o principal culpado é o responsável pelo jornal Diário da Manhã. Como um jornal permite a publicação de tamanha bobagem? Não estou pregando a censura. Estou pregando o bom senso. Qualquer chefe de edição, em condições normais de sanidade, vetaria um texto como aquele. Mas não o Diário da Manhã.
A publicação do material coloca em xeque a qualidade de tudo que é publicado. Como vou confiar em um jornal que tem um artigo publicado por "futuros" gerentes de parquinho de shopping??? Que na biografia do autor, traz tanta autopromoção que chega a ficar ridículo.
Responder com ofensas, palavrões, ligar para a casa, mandar e-mail é apenas se igualar a ele. É promover o pensamento mesquinho de alguém que saiu da terra dele, pra aprender como se administra algo, e ao invés de agradecer a oportunidade, se revolta e lança ofensas até mesmo a quem o contratou. Ele precisa aprender a administrar o filtro existente entre o cérebro e a boca.
No texto ele diz que vai "gerenciar" uma filial do Amazonas Play. Se o dono tiver o mínimo de vergonha na cara e respeito pelo povo amazônida, deveria rever o conceito de perfil de funcionário que ele está empregando.
A nossa vida segue. Nossos problemas seguem. A vida dele também segue.
E cabe a nós aprender com esse tipo de pessoa, como não ser!!!!

PS: o “jornalista” tem um blog e ele fez questão de apagar todas as mensagens enviadas pelos leitores. Ele ainda publicou mais um texto que você confere no link abaixo.

http://asasdamemoria.blogspot.com/2011/07/aos-selvagens-e-irasciveis-da-capital.html

sexta-feira, 1 de julho de 2011

#ForçaAnaLuiza - A solidariedade nas redes sociais

Ela tem apenas sete anos, um tipo raro de câncer infantil e conseguiu o feito de mobilizar milhares de pessoas em todo o país através das redes sociais. Para quem acompanha o twitter ou facebook não apenas para lazer mas também com a intenção de ter informações do que acontece ao nosso redor, com certeza já viu a campanha #ForçaAnaLuiza. Não tenho acompanhado o caso tão de perto, mas ontem pela primeira vez, vi o tópico ficar entre os mais comentados no trending Brasil.
É claro que muitas das citações eram referentes a outras Ana Luiza, que embarcaram na onda e tiveram seus 15 minutos de fama entre os amigos mas a maioria eram postanges de pessoas sensibilizadas com a notícia que foi repercutida no meio da tarde: o sofrimento da pequena Ana havia chegado ao fim. Uma informação jogada na rede de forma insensata, leviana e mais tarde, comprovadamente mentirosa. É impressionante como ainda não estamos preparados para lidar com as redes sociais. Em pouco tempo, todos estavam retwitando uma informação, sem que alguém parasse para confirmar a veracidade. Que só foi desmentida no final da tarde, onde todos voltaram a pedir a Deus que ajudasse a criança nessa batalha injusta. Mas os boatos não acabariam por aí.
Por coincidência, ontem o Jornal da Band fez uma matéria sobre crianças que lutam contra o câncer e lá estava a Ana Luíza como personagem principal da matéria. Pela primeira vez, vi quem era. Sorriso bonito e uma vontade imensa de viver. Não teve como não chorar e lembrar de entes queridos já perdidos em lutas semelhantes. E acho q não fui só eu. Ao final da matéria, Ricardo Boechat retorna com os olhos visivelmente vermelhos. Realmente não tinha como não se emocionar.
Antes de dormir, orei, como tantos outros já fizeram, em favor a Ana Luiza e à família. Hoje de manhã, chegando ao trabalho, fui buscar informações. A primeira que recebo, é que a pequena havia tido morte cerebral. Procurei no twitter e blogs mas só tinha a seguinte mensagem: "#ForcaAnaLuiza teve noite tranquila. Nenhuma intercorrência. Pupilas continuam não reagindo. Indica coma profundo." Mas nada de morte cerebral. Mais uma vez, a falta de apuração falava mais alto e dessa vez um jornalista divulgava a informação falsa.
Não sou perfeito, mas tento fazer meu trabalho da melhor forma possível. A notícia, por mais que seja divulgada em redes sociais, não pode ser leviana. Tem que ser tratada com a mesma seriedade de outros veículos. A "liberdade" que a internet proporciona, não pode ser tratada como "libertinagem", principalmente por "profissionais" da comunicação. Tenho vários amigos que dizem: jornalista é tudo mentiroso! jornalista fala só o que lhe interessa ou o que os outros mandam! e diante dessa situação, tenho como defender a categoria? Certo que não são todos, mas sem dúvidas, são poucos os que levam a profissão a sério.
Refletindo agora, fui entender a "piada" feita na novela Insensato Coração, ontem a noite. Qdo o personagem de Cássio Gabus Mendes, uma caricatura de jornalista, pediu demissão do bar em que trabalhava com o irmão, este para lhe xingar diz: "você não se mete na minha vida seu, seu... jornalista".
Aos trancos e barrancos vamos levando! Como professor, tento fazer meus alunos refletirem sobre a qualidade da profissão que estão escolhendo. Vou tentando fazer minha parte. Sei que não vou melhorar o jornalismo mundial, nem mesmo o amazonense, mas se apenas um dos meus alunos me ouvir e não fizer as palhaçadas que muitos hoje fazem, já me sentirei realizado.
Mas deixando o jornalismo de lado e voltando a Ana Luíza. Continue lutando, levando esperança, unindo pessoas em pensamentos positivos. E quando Papai do Céu decidir que sua missão na Terra chegou ao fim, saiba que vc, em silêncio, fez muito mais!!!
#ForçaAnaLuiza Força a família!!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acredito...

Esse texto foi escrito pela minha aluna Vilânia Amaral, do curso de Radio e Tv da Fundação Rede Amazônica e achei muito interessante a ponto de publicá-lo aqui.

É uma boa reflexão, para começarmos bem a semana!!!

Valews pela autorização Vi!!!!


Eu acredito nas pessoas, em suas palavras e gestos. Acredito em valores como a verdade, a justiça, o comprometimento e a fé. Acredito que quando você quer algo com vontade e pisa no chão com força e deseja profundo. Quando suas armas são brancas e seu jogo é limpo. Quando mais do que apenas superar o outro, em uma atitude infantil e mesquinha, você procura superar a si mesmo. Quando você anda com a cabeça erguida e o peito aberto. Quando mostra o rosto sem mascaras e não usa rodeios. Quando trás seus sentimentos entre as mãos e não apenas escondidos no peito. Quando não tem medo da verdade e por não temê-la a usa como escudo em batalhas sujas. Quando é maduro o suficiente para aceitar seus defeitos, mas jovem o suficiente para não deixar de lutar contra eles em uma busca continua e sem fim. Quando não são apenas suas palavras, mas suas ações que te caracterizam. Quando fica mudo por sabedoria e não apenas por não saber o que falar. Quando o fato de ser amigo de alguém não lhe impede de lhe dizer a verdade. Quando reconhece que para se estar certo a última palavra não precisa ser sua. Quando uma noite em claro não é uma noite perdida, mas apenas um momento no espaço em que você desce da montanha russa para refletir. Quando percebe a sabedoria de seu velho pai e reconhece que só o que ele fez foi lhe dar bons conselhos sobre a vida. Quando tropeços não são mais frustrações, mas apenas formas de enxergar as coisas sob outras perspectivas. Quando as melhores palavras são ditas no silêncio. Quando as maiores verdades não são ditas ao vento. Quando você sente que não se arrependeria de nada se nesse exato momento parasse de respirar. Quando tudo isso acontecer sua alma inquieta vai entender que valeu a pena tentar. Há um mundo lindo lá fora e esse mundo está a espera de que sua estrela comece a brilhar.

Na fé..

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Profissão: POLÍTICO

Não é de hoje que sabemos que umas das “profissões” mais rentáveis no Brasil é a de político. Mas a matéria de A Crítica nesse final de semana deu números a essa rentabilidade. Quem em quatro anos passa de “míseros” R$ 77 mil reais para quase R$ 800 mil? Ou melhor, passa de R$ 4 milhões para R$ 16 milhões???

É uma profissão fantástica. Por isso que a cada ano são mais e mais candidatos. Líderes estudantis que surgem apenas para se promover, apresentadores de TV, empresários, blogueiros... os fins são sempre os mesmos para a maioria: entrar no “seleto” time de políticos e conseguir uma estabilidade financeira.

Fazendo uma continha rápida para as próximas eleições, devemos ter quantos pré-candidatos?? No mínimo uns 10. Claro, que ainda vão ser feitas as “costuras” políticas, mas o interesse é tão grande em comandar a cidade durante a Copa que mesmo faltando um ano para o início da campanha, as brigas e discussões envolvendo políticos do mesmo partido já começaram. Será que eles querem apenas “ajeitar” a cidade pra Copa ou morder um “pouquinho” do dinheiro que vem pra cidade???

Enquanto isso, a população vai servindo de massa de manobra. Iludindo-se com a falsa sensação de que temos alguém pra atender os nossos interesses.

Os bastidores do jornalismo na invasão José Alencar


Acompanhar de perto todo o caso da invasão José Alencar, rendeu muitas histórias, envolvendo principalmente a imprensa. Alguns episódios são dignos de comédia. Nem mesmo eu consegui escapar dessas furadas.

Na segunda feira passada, foram várias. Vamos lá.

Ao chegar à invasão, junto com a equipe da SEMCOM, fomos conversar com os líderes. Claro que estávamos preocupados com a nossa integridade física. Afinal, “representávamos” a prefeitura e o que mais os invasores queriam era encontrar alguém do poder público, para que pudessem dar uma solução. Logo na entrada fomos abordados por alguns invasores e veio a tradicional pergunta: “De onde vocês são?”. Como sempre falamos que fazemos parte de um órgão de comunicação e que enviamos nossas matérias a todos os veículos de TV e impresso (o que não é mentira). Fomos autorizados a entrar, mas a sensação de alívio passou rápido. Foi só chegar perto do grupo, cerca de 400 pessoas, que um indivíduo sai lá do meio da multidão e dispara: “Ei pessoal, abram passagem que chegou a equipe da SEMCOM, é a moçada do prefeito...” Pronto! O disfarce tinha ido por água abaixo. Momentos de tensão!!! Mas diferente, do que esperávamos, não fomos tratados com rispidez.

Vou falar com Paulino, um dos líderes da invasão e pergunto: “O que vocês pretendem fazer, agora que o juiz decidiu que devem sair daqui?”. Então ele se dirige aos invasores e diz: “Olha aí pessoal, o repórter quer saber se vamos sair daqui.” Aí ele vira pra mim novamente e pergunta: “Sair daqui, onde?”. Nunca o cérebro trabalhou tão rápido. A vontade era dizer “aqui da invasão”, mas na hora do cagaço saiu apenas: “Aqui, da José Alencar”. Ufa... era o q faltava para ser aceito entre os invasores. O líder voltou ao seu público: “Ahhhhhhh, ele está se referindo ao BAIRRO José Alencar”, e todos aplaudiram....

Ânimos exaltados, mulheres grávidas, crianças chorando, ameaças, mas quando tudo parecia tranqüilo, lá chega a TV A Crítica. Os repórteres da emissora (TV e impresso) já haviam sido “expulsos” do local e a repórter do jornalismo da TV nem se atreveu a chegar perto. Gravou a passagem a quase dois quilômetros de distância. Mas eis que surge a equipe do Alô Amazonas, devidamente paramentados com colete a prova de balas e bota sete léguas. Foi o estopim para o fim da paz entre imprensa e invasores. Nessa hora todo mundo é nivelado, e o pior é que é por baixo. Berros de que a imprensa não prestava, distorcia as informações, era mentirosa.

Em pouco tempo, a repórter foi cercada pelos invasores. Em vão, tentava a todo custo, convencê-los que ela estava ali para mostrar o lado deles. Foi preciso um representante da SEMMAS conter os ânimos para que a equipe não fosse agredida. Na ponta extrema a toda essa confusão, todos os outros repórteres se espocavam de rir. A cena era hilária mesmo....

Ao logo do dia foram mensagens e mais mensagens pelo twitter. Gracinhas e piadinhas a respeito da nova moda lançada na invasão, e que parece se espalhar pelo país, já que na edição de hoje do Bom Dia Brasil, um analista em segurança pública fez uma participação no jornal, falando ao vivo do Morro da Mangueira (pacificado ontem) com um coletão bonito, azul anil, paramentado como se estivesse em zona de guerra. Já não estava pacificado, por que o colete??? É cada uma...

Mas voltando aos casos do jornalismo baré, sexta feira mais histórias. Era o dia da reintegração. Nervos a flor da pele. Todos os veículos estavam lá. Alguns ainda dormiram na invasão, esperando que o papoco estourasse logo cedo. Pra jornalista, quanto maior a desgraça, maior é a audiência. E não venham com o falso moralismo dizendo que não é bem assim, porque é... o público gosta de ver sangue, confusão... Mas não foi bem assim que a história desenrolou.

A polícia iniciou a operação por volta das 9h. Sol escaldante, floresta extremamente úmida... desmancha maquiagem, desmancha cabelo. As belas repórteres vão se desmontando e em pouco tempo, nem pareciam tão belas rsrsrsrs Mas enfim... de repente, aparece um helicóptero preto, traços dourados, ninguém sabia quem era. Para espanto geral, era nada mais, nada menos que o repórter da Voz da Esperança... que chique neh? Repórter chegar na invasão de helicóptero. Mais uma vez, caiu na boca da imprensa, já cansada de esperar pela ação e sem nada pra fazer...

E quando só o que resta é esperar, a conversa rola solta. Em um grupo de repórteres femininas, ouvi relatos sobre novos produtos eróticos, todos testados durante o dia dos namorados. Óleos que aumentam a libido, o prazer, e até aceleram o orgasmo. “Amiguinhos” que vibram, de borracha, de plástico... Eita povinho bem informado essas meninas...

E tudo sendo socializado em plena invasão, enquanto a polícia decidia se entrava ou não...

Bom, a invasão acabou, mas as histórias serão temas de vários e vários encontros entre os jornalistas que por lá passaram.... E olha que essas não são nem a metade!!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Os órfãos da invasão José Alencar


Manaus, junho de 2011. Mais um mês que vai ficar marcado pelo conflito de terras em uma cidade que cresceu à base da invasão e que ainda cresce dessa forma... Ontem, fazendo uma reportagem na invasão José Alencar, fiquei impressionado com algumas coisas que aconteceram.

Primeiro: a quantidade de mulheres e crianças. Todas colocadas a frente. Uma intenção clara de mostrar à imprensa toda a “fragilidade” das pessoas que estão lá.

Segundo: cerca de 400 pessoas reunidas, cantando o Hino Nacional, louvores e músicas religiosas. Uma forma de mostrar à sociedade que ali, acima de tudo, estão cidadãos e filhos de Deus.

Terceiro: a determinação de todos em lutar pela terra invadida. A prefeitura ofereceu caminhões para remover aqueles que estivessem dispostos a sair e até o final da manhã, ninguém cedeu. Mostra que eles estão unidos e realmente determinados a permanecer no local e ir para o confronto direto se for necessário.

Por último e a que mais me impressionou: não apareceu um político querendo apadrinhar os invasores, como já aconteceram muitas e muitas vezes. Nem vereador, nem deputado, nem apresentador de programa sensacionalista com fim eleitoreiro, ninguém...

Será que nossos políticos criaram uma consciência de que a cidade não comporta mais esse tipo decrime? De que defender invasores é o mesmo que defender criminosos??? Pode até ser, mas infelizmente, não consigo ser tão otimista...

Acredito que a “omissão” (já que não ouvi rumores de ninguém se pronunciando contra) seja porque defender a invasão é se posicionar contra o governo, tanto o municipal quanto o estadual. Se realmente fossem contra, os discursos seriam mais enérgicos. Fariam mais barulho. Mas também, quem quer perder o voto de 1452 famílias que estão morando no local???

No jornal de hoje, mais uma denúncia de invasão, agora no Santa Etelvina. Começo tímido, apenas com 40 famílias. Número bem menor que a invasão José Alencar, que já começou com centenas de moradores. Mas nas duas um fato curioso: ambas surgem em um período de discussão sobre o Plano Diretor da Cidade de Manaus, onde o poder público começa a redefinir as formas de ocupação urbana. Como ficam as discussões com esses novos dados???

Mas voltando à José Alencar, acho muito difícil retirar os moradores do local. Vai ser necessário muito planejamento e a certeza de que é preciso ir às últimas conseqüências, tanto para retirar quanto para evitar que voltem. Será que alguém está disposto a assumir a bronca das mortes que acontecerão???

Sei que uma coisa é certa, quando morrer o primeiro, todos esses que se omitiram vão aparecer na mídia e dizer: “É um absurdo. Ali morreu um pai de família, que só queria conquistar um pedaço de chão!!!”

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Para onde vai a "veia jornalística" quando nos cansamos???

Depois de um tempinho ausente, minha amiga Lauristela Rocha me incentivou a não abandonar a idéia de compartilhar pensamentos pela internet, então estou voltando.... =D. Aproveito pra recomendar o blog da Lauris http://laurisjournalist.wordpress.com/ !!!!

Vou dedicar este post centenas de amigos jornalistas e estudantes de comunicação. Não vou citar nomes e queria que cada um refletisse se não se encaixa nas situações. Vamos lá???


Quando estamos na fase de estudante de comunicação, nos tornamos completamente críticos. Parece que aquela caixa mágica chamada TV, se transforma no inimigo público nº 1 da sociedade! Tudo parece ser feito com segundas intenções, nada presta, tem mil e uma falhas, até aqueles apresentadores que pareciam perfeitos, tem seus defeitos revelados em sala de aula. Então, passamos para o segundo estágio: "Quando estiver no mercado vou fazer tudo diferente. Vou inovar!!!".
Finalmente chega o momento... entramos para o mercado, começamos a trabalhar e vamos vendo na prática que fazer o novo não é tão fácil. Não depende só da gente.
Entre a fase de empolgação pela nova vida e a acomodação com o que existe, vão alguns anos. Mas adianto,não são muitos.... Incrível como conseguimos nos adaptar tão rápido ao errado. Parece ser mais fácil.
E é a partir da acomodação que chegamos ao grande problema do jornalismo atual, principalmente aqui no Amazonas, onde acompanho a realidade de perto.
Os erros se multiplicam mais rápido que um Gremlin molhado... (se você que está lendo isso não sabe o que é um gremlin, entre em www.google.com e digite Gremlin, trabalho de produtor... deixa de preguiça rsrsrs)
Mas voltando ao assunto vamos tratar da produção da matéria: a pauta. No dia que encontrar um repórter em externa e este falar bem da pauta, pode preparar para o Apocalipse. É na espera pelo entrevistado que aquele amontoado de folhas, muitas vezes com informações desnecessárias e desconexas, apenas Copiadas e Coladas do Google, se torna alvo da conversa. Que geralmente dura poucos minutos, quando percebe-se que em todas as redações é igual.

E nos conformamos com isso.

Na hora da matéria, cada um vai seguindo o seu pensamento, a ideologia da empresa e a tal neutralidade jornalística, tão pregada nas universidades e defendida nas aulas de ética, vai ficando de lado. Isso quando o repórter já não chega para a matéria com o propósito de falar apenas sobre um único aspecto (geralmente falar mal), por mais que surjam outros pontos até mais interessantes.

Uma prova disso aconteceu hoje de manhã. A prefeitura de Manaus reuniu os secretários, empresários, sociedade e imprensa para apresentar o Sistema de Informação Geográfica (SIG) de Manaus. Diversos secretários compunham a mesa, como Meio Ambiente, Infraestrutura, Limpeza Pública entre outros. O prefeito também estava presente e discursou por quase 20 minutos. Ao final, se levantou e não deu declarações à imprensa.

Chegou a ser cômico ver a cara de indignação dos repórteres. Um ainda falou para o cinegrafista: “E agora?? Derrubo a matéria??? Sem a sonora do prefeito a matéria não rende...”

Caramba, o prefeito era apenas um dos personagens que poderiam ser ouvidos na matéria. Havia muitos outros, mas a limitação e a acomodação impedem alguns de olharem mais a frente, de contornar situações inusitadas.

Outro falou: “Poxa, vim fazer a matéria pra tratar do IPTU”. Quem parar para saber o que é o SIG vai perceber que a colaboração para a cobrança do IPTU é o ponto menos importante de todo o trabalho. O sistema, principalmente, vai possibilitar o crescimento ordenado da cidade. Vai acabar com a desculpa de governantes que sempre falaram que não fizeram porque não tinham conhecimento. Mas parece que para a maioria dos repórteres só interessava falar do tal IPTU.

Essa limitação acaba prejudicando a informação e quem perde é a sociedade. Se a pessoa já cansou da vida de jornalista (o que é mais comum do que se pensa) por que não vai tentar outra coisa???

Enquanto isso, os novatos vão se contaminando, aprendendo que o errado é o certo... que a hora do almoço é mais importante que a notícia completa, que ouvir outros “lados” da história dá muito trabalho...

E ainda nos achamos preparados para cobrir uma Copa do Mundo. Será que estamos mesmo???